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Como reagir ao desemprego
Fonte: Curriex
Se você é um profissional que tem por estilo de vida praticar as recomendações preventivas ao desemprego ou a falta de trabalho ou renda, já mencionadas em capítulo à parte neste trabalho, esteja certo que para você esta situação de desemprego não é ameaçadora, muito pelo contrário: você está diante de uma excelente situação de oportunidades. Você é um profissional privilegiado. Primeiro porque você está diante de um mundo de novas perspectivas. Pode avaliar oportunidades, rever estratégias pessoal e profissional, buscando mais e mais conciliar qualidade de vida com realização profissional - procurando fazer o que você gosta, com as pessoas que você gosta e no lugar que você gosta.
Um pouco de humildade, entretanto, não lhe fará mal. Não seja presunçoso, achando que o mundo está aos seus pés e que nenhuma atitude prática de sua parte deva ser desencadeada.
Veja o que temos a dizer aos profissionais que não puderam adotar o seu estilo preventivo de atuar no mercado de trabalho:
Encarando de Frente a Demissão
A primeira reação que você deve ter é procurar superar o trauma do desligamento, encarando o fato como algo absolutamente normal no cotidiano das pessoas e das empresas.
Não fique buscando respostas do por que foi você o escolhido e não os outros, exceto se isto for feito com o objetivo de identificar aspectos em que você pode, pessoal ou profissionalmente, melhorar. Do contrário, a busca de justificativas só lhe trará amarguras. Não se sinta um injustiçado, ainda que isto possa ter acontecido. Bola prá frente! Você apenas e somente perdeu o emprego ou trabalho - e não é para sempre.
Considere o que já foi dito no capítulo Reflexões Propostas Pelo Autor. Será que a sua demissão não foi assim uma espécie de alta médica? Será que você não estava em um daqueles ditos empregos armadilha e a empresa tomou a decisão que você gostaria de já ter tomado, mas estava protelando já há algum tempo, com medo de assumir riscos e depois, mediante um fracasso ou insucesso, ficar se culpando pela decisão tomada?
A demissão é como um pênalti marcado pelo juiz. Por mais injusto e inoportuno que possa parecer faz parte do jogo e pode ocorrer a qualquer momento, sendo difícil sua reversão e nem sempre significará uma derrota definitiva e insuperável. Muitas vezes a demissão, como o pênalti, podem ter sido bem marcados. E isto não é para desolá-lo. Todos os erros oferecem um efeito pedagógico muito importante. Basta você reconhecê-los e tentar aprender com eles.
Por outro lado, quantas e quantas equipes que, diante de um pênalti, mal marcado ou não pelo juiz, reagiram e se superaram em campo, revertendo o fato a seu favor no próprio jogo ou nas partidas seguintes ou até mesmo ter sido decisivo para a conquista do campeonato?
A pior conduta, em ambas as situações, seria se abater de forma radical, entregando a partida, por assim dizer, tomando atitudes e assumindo comportamentos negativos que só dificultarão sua retomada normal ao trabalho.
Seria como se os jogadores perdessem a cabeça e batessem no juiz. Eles poderiam ser alijados do campeonato ou até mesmo da profissão, com todas as conseqüências nefastas inerentes. Encare os fatos com sobriedade, calma, equilíbrio e frieza necessários. Como diz uma canção antiga: levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Colocando Um Escorpião No Bolso
Cuidado! Não é uma recomendação literal, pois isto seria muito perigoso.
Sem desespero, mas também sem letargia, racionalize seus gastos - principalmente todos aqueles que podem ser adiados, doa a quem doer, sem se importar com (e o que os outros vão pensar?), ainda mais se você não conseguiu ao longo de sua trajetória profissional desenvolver e praticar alguma atividade paralela, como já sugerido em capítulo à parte, ou ter conseguido fazer alguma reserva financeira, que agora poderia estar sendo utilizada para atender suas necessidades.
Danem-se os outros. Não fique se comportando como se nada estivesse acontecido. Lembre-se que você poderá ficar muito tempo sem trabalho ou renda. E se você não tiver condições econômicas para atender ao seu essencial, o seu posicionamento no mercado se tornará diferente - para pior.
Conhece aquelas ofertas de empregos ( indecorosas, em nossa opinião ) ?
Procuramos profissional que reuna tais e tais qualificações, conhecimentos e experiência; possua condução própria, para ser utilizada no exercício de suas atividades (sem vínculo empregatício); disposto a trabalhar em regime de comissão, sem garantia fixa e sem ajuda de custo para despesas normais e de manutenção de seu veículo.
A maioria das pessoas não gostam sequer de ouvi-las.
Quase sempre, o que mais temos observado por trás dessas ofertas escandalosos ou descabidas é um processo de transferência do risco do empreendimento, por parte da empresa, para a pessoa, empregado ou não. Se ela conseguir colocar o produto ou a marca no mercado, ela ganha - e a empresa muito mais. Se não conseguir, o prejuízo é somente dela - de tempo e de gastos, além de outros aborrecimentos.
Pois é. A pressão e necessidade de arrumar algum ganho imediato muitas vezes fará com que você se prontifique a esse enorme e descabido sacrifício.
Por outro lado, pode este tipo de proposta ser uma oportunidade muito interessante - o que muitas vezes acaba acontecendo, pois percebe-se que o que a empresa está buscando é, efetivamente, um PARCEIRO, que como tal deve assumir alguns riscos, talvez você já não tenha mais o fôlego mínimo necessário para aceitar o desafio ou o compromisso, uma vez que você já esgotou suas reservas, bancando despesas que eventualmente poderiam ter sido adiadas. Adie esta situação o máximo que puder.
Você também não precisa se afobar e tomar decisões precipitadas - que mais atrapalham do que beneficiam, como por exemplo: tirar o filho da escola e matriculá-lo em outra mais barata ou gratuita no meio do período letivo. Corte, primeiramente, os supérfluos e em seguida analise que outras alternativas você pode dar para seus outros gastos e necessidades.
Não faça isso de forma unilateral. Converse com seus familiares e obtenha deles um comprometimento maduro e saudável.
Planejando a Melhor Estratégia
Dê um tempo para você. Não saia imediatamente para o mercado de trabalho. Tudo o que você menos precisa e o que menos vai lhe ajudar é pressa. O afobado come cru, lembre-se disto.
Aproveite as férias forçadas e procure descansar, recuperar suas energias, reciclar conhecimentos, organizar agenda, rever amigos e parentes, praticar esportes e algum divertimento.
Procure fazer todas aquelas coisas simples que você deixava de fazer só porque estava trabalhando, achando que com isto estaria agradando não só a sua empresa, demonstrando uma enorme dedicação, ao ponto de se privar de coisas mais agradáveis do que o próprio trabalho, como também a você mesmo e seu alto nível de exigência.
Ao decidir pela busca de uma nova recolocação faça isto de forma planejada, sem atropelos. Não se fixe em uma única alternativa ou forma de trabalho, como por exemplo ficar apenas procurando o tradicional trabalho com vínculo empregatício.
Avalie outras alternativas, inclusive a de você se tornar o dono do próprio nariz, ainda que em parceria, analisando calmamente as propostas que lhe aparecem e procurando, também, fazer sua escolha - e não ser simplesmente "escolhido".
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